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Categoria: EDUCAÇÃO Publicado em: 15/05/2025 15:28:21 |
Luiz Antônio de Freitas nasceu na roça, em 10 de junho de 1952. É o caçula de dez filhos do agricultor José Ribeiro de Freitas, o Lelé, então proprietário do sítio São José, pros lados da saída pra Ribeirão Corrente. Luiz é o quarto filho do segundo casamento de Lelé, com Sebastiana de Paula Freitas.
Sem energia elétrica nem água encanada, Luiz enfrentava ora barro, ora poeira, para, de bicicleta, conseguir chegar ao Grupo Escolar de Guará, atual “Helena Telles”, a fim de freqüentar os primeiros anos primários. No Colégio Marechal Rondon, fez a admissão e o ginasial.
A única opção de ensino médio em Guará, naquela época, era o curso de Normal, de três anos, no próprio Rondon, que proporcionava o diploma de professor primário. Concluído o Normal, Luiz buscou alçar voos mais altos.
“Sempre sonhara em fazer um curso superior”, explica ele, “então resolvi ir pra Ribeirão Preto fazer cursinho”. As aulas no cursinho duraram quatro meses e despertaram nele a vocação para Química. Passou na USP de Ribeirão e lá estudou os três primeiros anos do curso.
A convite “de um grande amigo”, Marcos Vilela, também guaraense, decidiu ir pra São Paulo, para estudar e trabalhar. Na capital paulista, concluiu o curso de Química na Faculdade Oswaldo Cruz, na qual qualificou-se também em Licenciatura, Bacharelado e Atribuições Tecnológicas, todas na mesma área.
Passou a trabalhar na indústria da cidade grande. Seu primeiro emprego foi o de químico analista no Laboratório Miles do Brasil, uma multinacional da área farmacêutica. Também trabalhou em indústria de embalagens e petroquímica. Galgou várias promoções. Tudo ia bem até que...
Luiz lembra a data exata: 22 de abril de 1980. Eram seis horas da manhã. Ele se dirigia ao trabalho, quando foi abordado por dois homens. Assalto à mão armada. Um assaltante portava faca; o outro, revólver. Levaram o dinheiro e um relógio da marca japonesa Seiko, que ele tinha comprado de uma colega de trabalho nipônica.
“Foi uma decepção muito grande”, afirma Luiz. “Era chefe de Produção. Pedi demissão do meu emprego e voltei para o interior. Vim para Franca, a convite da minha irmã Maria Helena, para lecionar, pois já havia concluído a Licenciatura em Química”, ele conta.
A indústria perdeu um bom químico e a educação ganhou um ótimo professor. Luiz Antônio de Freitas iniciou a carreira com aulas em duas instituições de Franca, a Escola Agrícola e o Colégio Jesus Maria José.
“Me identifiquei muito com a função de professor”, explica Luiz. “Logo em seguida prestei concurso para o ingresso no magistério. Fui muito bem classificado e, como em Guará havia uma vaga, foi então a minha escolha.”
Foi daí que, no início dos anos 1980, Luiz ingressou no Marechal Rondon, no qual permaneceu até 1996. Também lecionou no Colégio Evolução por quase uma década. “Sempre procurei dedicar o máximo para que os alunos absorvessem bem o conteúdo”, diz ele. “Tive até um aluno que contou ter feito Química espelhado nas minhas aulas, o que me deixou muito feliz.”
Luiz revela que alertava os alunos sobre a importância de um aprendizado seguro, eficiente, “porque tudo que se aprende com amor, com sinceridade, não se esquece jamais, e servirá sempre como pré-requisito para solucionar problemas que aparecem em nossas vidas”.
Sobre o ambiente escolar, Luiz Antônio de Freitas é taxativo: “Sempre tive uma convivência muito saudável com meus colegas professores e com os funcionários, nas instituições de ensino em que trabalhei”.
Em 11 de julho de 1981, Luiz casou-se com a professora primária Idelfonsa Mendes Junqueira. Neste sábado, 11 de maio, ambos vão ser homenageados pela Secretaria Municipal de Educação, durante a Feira do Livro, pelos relevantes serviços prestados à educação de Guará.