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Categoria: EDUCAÇÃO Publicado em: 15/05/2025 15:19:59 |
A Secretaria Municipal de Educação prestou homenagem no sábado, 10 de maio, durante a penúltima noite da 7ª Feira do Livro de Guará, à professora Ildefonsa Mendes Junqueira Freitas, pelos relevantes serviços prestados à alfabetização no município.
É a terceira filha de Pioneiros a receber a homenagem nos últimos anos. Antes dela, foram homenageadas outras duas mulheres nascidas no distrito: Faustina Dezem Telles, em 2023, e Assaka Sakuray, em 2022. Dona Assaka faleceu em junho daquele ano.
Filha de Generoso Junqueira Dias (Lozico) e Terezinha Barbosa Mendes Dias, Ildefonsa nasceu em 3 de maio de 1954. Casou-se com Luiz Antônio de Freitas – professor de química que será homenageado na mesma noite – e teve dois filhos: o advogado Leonardo e a médica intensivista Patrícia, que residem em São Paulo.
Ildefonsa cursou o primário em Pioneiros, na Escola Diamantino Pereira Ribeiro. Para fazer o ginasial no Colégio Marechal Rondon, em Guará, hospedava-se na casa do tio, Adauto Dias Borges, durante a semana. “Naquela época, tínhamos que fazer um curso preparatório, a admissão, para ingressar na 5ª série”, ela se recorda.
Concluído o ginásio, Idelfonsa desdobrou-se em dupla jornada, durante três anos, até 1974, para prosseguir com os estudos: de manhã, também no Rondon, cursava Normal, para tornar-se professora primária; à noite, estudava Contabilidade na antiga Escolinha de Comércio.
O magistério, porém, ainda demoraria a aparecer em sua vida. De 1975 a 1982, Ildefonsa trabalhou no balcão de atendimento e no setor de compensação do Banco Comércio e Indústria (Comind), que funcionava onde hoje está instalado o Bradesco, na esquina da Rua Deputado João de Faria com a Campos Sales.
Simultaneamente ao serviço no banco, Ildefonsa ingressou no ensino superior. “Resolvi fazer um curso universitário, prestei vestibular na Faculdade de Direito de Franca, concluí o curso em 1980, mas não advoguei”, conta ela. “Meu sonho sempre foi voltado para crianças.”
Quem abriu a ela as portas do magistério foi a conterrânea Assaka Sakuray. O Comind passava por uma política de redução de quadros, demissões aconteciam. E Ildefonsa havia se casado, o que não era visto com bons olhos pelo sistema bancário. Nesse cenário, certa manhã, dentro do banco, ouviu de dona Assaka:
– Você quer dar aula?
– Quero sim – ela respondeu, sem pestanejar.
Na manhã seguinte, dona Assaka mandou chamá-la. Começaria, ali, a carreira de Ildefonsa Freitas como professora, com aulas eventuais na Escola Helena Telles Furtado – da qual dona Assaka era diretora – e com atribuições na Fazenda Santa Emília, na região da Bocaina, em uma escolinha rural agrupada à “Helena Telles”.
A trajetória de Ildefonsa como educadora registra passagens pelas escolas Dr. Nehif Antônio, Marechal Rondon, Adelaide Garnica, Diamantino Pereira e Evolução. Nesse período, cursou Pedagogia, com Licenciatura Plena, na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ituverava. Na mesma instituição, cursou Estudos Sociais (História e Geografia).
Com a municipalização do ensino, Ildefonsa Mendes Junqueira Freitas foi transferida, pelo Estado, para a Escola Professora Nadeide de Lourde Oliveira Scarabucci, em Franca. Pouco tempo depois aposentou-se como professora efetiva, em 2009.
“Fui alfabetizadora durante quase toda minha jornada”, afirma Ildefonsa. “Trabalhei muito com livrinhos de histórias, musiquinhas e materiais diversificados”, ressalta ela, que guarda muitas boas lembranças da época de magistério, relacionadas especialmente ao Dia das Mães.
Momento marcante na memória de Ildefonsa é o de uma mãe – “muito simples”, segundo ela – que, naquela data, a procurou na escola e lhe entregou um pequeno buquê de rosas, abraçando-a e chorando muito, agradecida pela paciência e dedicação com seu filho especial.
“Na minha carreira de professora, sempre me dediquei com muito amor, responsabilidade e respeito”, afirma Ildefonsa. “Foi uma época de muito conhecimento e aprendizado.”