MARIA JOANA, 39 ANOS DE CARREIRA E MÚLTIPLAS FUNÇÕES NO MAGISTÉRIO

Categoria: EDUCAÇÃO
Publicado em: 15/05/2025 15:11:38

 

Uma trajetória repleta de idas e vindas, em cidades paulistas de pequeno, médio e grande porte, em diferentes cargos do magistério, marcou a carreira de Maria Joana Silveira Bordin, iniciada em 1977 e concluída em 2016.

Foram quatro décadas dedicadas ao ensino e à rotina da administração escolar.

Nascida em 6 de setembro de 1952, Maria Joana é caçula e única mulher entre os sete filhos de Quirino e Carolina Ribeiro Silveira. Fez o primário no antigo Grupo Escolar, hoje Helena Telles. No Colégio Marechal Rondon, cursou o Fundamental II e o Ensino Médio.

Começou a estudar Letras em Franca e concluiu o curso na Faculdade Barão de Mauá, em Ribeirão Preto. Neste período, casou-se com um rapaz de Orlândia que conhecera em Brodowski, em 1970, durante um Encontro de Jovens promovido pela Igreja Católica.

O “namorico” iniciado ali, no seminário, durante aquele Treinamento de Lideranças Católicas (TCL), frutificou: da união com Antônio Humberto Bordin, sacramentada quatro anos depois, nasceram Fábio Humberto, atualmente médico intensivista e cardiologista em Belo Horizonte, e Flávio Augusto, arquiteto em Franca.

Maria Joana estava grávida do segundo filho quando iniciou a carreira no magistério, como professora substituta de Língua Portuguesa na Escola Estadual Antônio Diederichsen, em Ribeirão. Em 1978, já com os dois filhos, mudou-se de volta para a terra natal.

Em Guará, passou a ter dupla jornada. De manhã, coordenava o PLIMEC (Plano de Integração do Menor e Família na Comunidade), projeto implantado na Casa da Criança em parceria com a Assistência Social do Estado, para o desenvolvimento dos alunos junto às artes, para reforço escolar e, também, para orientação vocacional.

À noite, Maria Joana lecionava Língua Portuguesa e Inglês no Rondon. O trabalho na Casa da Criança estendeu-se até 1982. E as aulas no Rondon até 1984, quando, aprovada em concurso, assumiu vaga na Escola Estadual Bruno Ricco Padre, em Guarulhos, na Grande São Paulo.

De lá foi designada como monitora de Língua Portuguesa para a Diretoria de Ensino de

Barretos. Posteriormente, exerceria a mesma função na Diretoria de Ensino de Ituverava, que, segundo ela, englobava sete ou oito municípios – Guará, inclusive.

Em 1990, Maria Joana retomaria as atividades em sala de aula, em duas cidades: em Guará, passou a lecionar no Rondon e na “Nehif Antônio” (então ainda vinculada ao Estado) e, em Ituverava, na “Fabiano Alves de Freitas”. Em 1993, fixou-se no Rondon, em ambas as disciplinas.

No ano seguinte, foi transferida para a “Helena Telles”, da qual tornou-se vice-diretora. Com a aposentadoria do professor Álvaro Aurélio de Oliveira, assumiu a diretoria, que exerceu de 1998 a 2001. Com a municipalização do ensino em Guará, teve a cadeira transferida para o Rondon – até hoje o único colégio estadual da cidade – como vice-diretora.

Nesse ínterim, havia prestado concurso para diretora de escola do Estado. Ingressou nessa função em janeiro de 2022, na “Nehif Antônio”, que então abrigava cerca de 500 alunos de 5ª à 8ª série. Nesta escola, que enfrentava muitos problemas de disciplina, permaneceu até 2007.

“Foi um período difícil, porém gratificante”, avalia Maria Joana. “Montamos uma boa equipe e, com ela, conseguimos restaurar a ordem e resgatar a qualidade pedagógica que sempre havia caracterizado o Nehif”, explica.

Na sequência, encarou outra série de mudanças, desta vez em nova função dentro do magistério. Em maio de 2007, assumiu o cargo de supervisora – para o qual também havia sido aprovada em concurso estadual – na Diretoria de Ensino da capital.

Ficou em São Paulo por poucos meses. Em setembro, foi removida para a Diretoria de Ensino de São Joaquim da Barra, que passara a englobar muitos municípios, incluindo as regiões de Orlândia e Ituverava.

Ainda como supervisora, exerceu a função em Ribeirão para logo retornar a São Joaquim, onde permaneceu de 2010 até 2016, quando aposentou-se pelo Estado. Pelo Município, também aprovada em concurso, atuou entre 1998 e 2013, sempre no Ensino de Jovens e Adultos (EJA), na Escola Naufal Antônio Mourani.

Atualmente, Maria Joana Silveira Bordin considera-se dona de casa. Tem como hobbies a costura criativa – fez cursos em Guará de corte & costura e de patchwork – e, principalmente, o jogo de buraco com amigas, em encontros na casa de Lili Abboud, de segunda a sexta, religiosamente; “às vezes, também no fim de semana”.

Com o olhar de quem desempenhou as principais funções dentro do magistério, Maria Joana analisa a carreira de 39 anos no ambiente educacional. “Passei por várias etapas, algumas mais brandas, outras mais espinhosas”, afirma ela, ao lembrar-se do período desafiador na “Nehif Antônio” e do envolvimento, como supervisora, nos muitos projetos da Secretaria Estadual de Educação.

“Creio que minha maior contribuição, contudo, tenha sido na época em que lecionei, pois tinha interesse em explicar, em ensinar”, afirma ela, que será homenageada na próxima sexta-feira, 9 de maio, durante a Feira do Livro de Guará. “O trabalho em sala de aula me envolvia completamente.”