DALVA, 26 ANOS DE MAGISTÉRIO: ‘A EDUCAÇÃO FEZ MUITO BEM À MINHA VIDA’

Categoria: EDUCAÇÃO
Publicado em: 15/05/2025 15:08:17

 

As tradicionais homenagens do município a profissionais da educação, prestadas a cada edição da Feira do Livro, vão ser abertas, neste 2025, com agradecimentos à professora Dalva Lucila Lourenço Chaud, pelos relevantes serviços prestados ao aprendizado e desenvolvimento de crianças e adolescentes, ao ter lecionado as disciplinas de Língua Portuguesa e Inglês durante 26 anos, em escolas de Guará e região.

Formada em Letras pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Franca, depois transformada em polo regional da Unesp, uma das mais conceituadas universidades públicas do Estado de São Paulo, Dalva será homenageada na noite de abertura da 7ª Feira do Livro, quinta-feira 8 de maio, na Praça Nove de Julho.

Nascida em 14 de julho de 1945, penúltima dos sete filhos de José Lourenço Sobrinho e Jalmira Franco Lourenço, Dalvinha – como é chamada pelos amigos – teve sua formação escolar básica nas duas únicas instituições de ensino então existentes em Guará.

No Grupo Escolar, atual Helena Telles, cursou o primário. E no Ginásio Estadual, que funcionava no prédio que depois abrigaria a Escola de Comércio, cumpriu da 5ª à 7ª série. O segundo semestre da 7ª série ela estudou em prédio novo da mesma instituição, agora batizada de “Marechal Rondon”.

A 8ª série do ensino ginasial foi cumprida no Colégio Sagrado Coração de Jesus, comandado por freiras, em Jardinópolis, próximo a Ribeirão Preto. Concluída essa etapa, Dalva optou por cursar o Clássico – as outras opções da época eram o Científico e o Normal.

Dalva fez os três anos do Clássico no Ginásio Estadual de Ituverava, em ônibus cedido pela prefeitura. “Muita gente de Guará estudou em Ituverava naquela época”, conta ela, “pessoas que são meus amigos até hoje. O ônibus ia e voltava cheio”.

Se em um primeiro momento preteriu o curso Normal, que já daria direito de lecionar no ensino primário, a jovem Dalvinha não escapou da missão de educadora, ao decidir cursar a Faculdade de Letras.

“Era algo já meio encaminhado naquela época”, afirma ela hoje. “Havia muito poucas opções para as mulheres. Ser professora era uma delas, senão a única”, explica. “Então era algo já condicionado.”

O ensino superior foi iniciado em São José do Rio Preto e concluído em Franca, em 1966. A carreira no magistério começou de imediato, já no ano letivo de 1967, em Igarapava, onde Dalva obteve as primeiras aulas, na Escola Estadual Professor Martinho Sylvio Bizutti.

Lá, ela lecionou por dois anos. Na sequência, deu aulas, por um ano, no então recém-fundado Ginásio Estadual de Aramina. E, depois, também por dois anos, na Escola Industrial Pedro Badran, em São Joaquim da Barra.

Casou-se com o também professor Toninho Chaud e mudou-se para Franca, onde o marido já lecionava Biologia havia dois anos. Passou, então, a se desdobrar: para completar as 36 horas semanais a que tinha direito, lecionava também em escolas de Restinga e São José da Bela Vista.

Assim transcorreu o primeiro dos 15 anos em que residiu em Franca. Nos outros 14, lecionou em duas escolas: primeiro na “Homero Alves” e, já efetivada em concurso, na “Barão de Franca”, ambas estaduais.

Em 1987, Dalva e Toninho decidiram retornar à terra natal. Enquanto ele assumiu cadeira de Biologia no “Marechal Rondon”, ela lecionou no “Helena Telles”, completando aulas no “Nehif Antônio”.

Dalva Lourenço Chaud aposentou-se em 1993 e, a partir daí, assumiu outra “cátedra”: a de dona de casa, pajeando os filhos Tônia, Bianca e Felipe e, agora, também os sete netos que eles lhe deram.

Além do papel de mãe e avó coruja, Dalva tem ativa participação na paróquia de Santo Antônio e São Sebastião, seja na preparação do texto da Liturgia a ser lido durante as missas na Igreja Matriz, seja na distribuição da eucaristia, em especial para pessoas acamadas ou com dificuldade de locomoção.

“Como educadora, procurei fazer meu trabalho bem feito”, avalia Dalva. “Fui sempre muito assídua, nunca gostei de faltar”, ela ressalta. “Convivi com muitas pessoas diferentes, em diferentes cidades. Creio que mais aprendi do que ensinei. Ter sido professora fez muito bem para a minha vida.”